Postagens

Mostrando postagens de outubro, 2019

Pílulas do Conhecimento - Programa 29 - Regência

Regência é a relação de dependência, entre duas palavras, em que uma, chamada regida, completa o sentido de outra, chamada regente. A Regência pode ser Nominal ou Verbal. Regência Nominal       Estão aqui relacionados alguns nomes (substantivos abstratos, adjetivos e advérbios), com suas preposi­ções: Acessível a                          Acometido de Adequado a Afável com, para com Alheio a, de Amor a, por Análogo a Ansioso de, para, por Apegado a Apelo a Apto a, para Asco a, de, por Assíduo em Assistência a Atenção a Atencioso com Atento a Aversão a, por Avesso a Ávido por Bom com, para, para com Capaz de, para Cheiro a, de Compromisso com, entre Comum a Confiança em Contemporâneo de Contíguo a Contrário a, de Curioso de, por Dotado de Desejoso de Despeito contra Desprezo a, por Digno de Entendido em Equivalente a, de Escasso de Essencial para Fácil de Favorável...

Pílulas do Conhecimento - Programa 28 - Funções da Linguagem / Elementos da Comunicação (Roman Jakobson)

Antes de vermos as funções da linguagem, cabe observarmos os  elementos da comunicação, propostos por Roman Jakobson. São  eles: emissor,  receptor, canal,  mensagem, código e referente. O  emissor (ou remetente) é aquele que emite a mensagem; pode ser um indivíduo  ou  um grupo.  A mensagem  é  o objeto da comunicação e é constituída pelo conteúdo das informações. O canal (ou contato) é  a via de circulação da mensagem (voz, televisão, rádio, internet, telefone, redes sociais, cinema, jornal, revista, ondas sonoras,  uma folha de papel,  um blog, um livro). O código é o conjunto de signos  e as combinações de usos desses signos (a língua portuguesa, por  exemplo). O referente (ou contexto) é constituído pelo contexto, pela situação e pelos objetos aos quais a mensagem está  relacionada. Por fim, o  receptor (ou destinatário) é  aquele  que recebe a mensagem. Emissor - quem produz e codif...

Pílulas do Conhecimento - Programa 27 - Funções do SE, QUE e COMO

A palavra SE é empregada como: 1. Partícula Expletiva ou de Realce: ligada a verbos intransitivos, a fim de realçar a ação expressa pelo sujeito.       Vão-se os anéis, mas ficam os dedos. 2. Substantivo (vem precedido de um determinante ou especifica outro substantivo)            Este se é um pronome?       A palavra se possui várias classificações. 3. Pronome  Pessoal ► Parte Integrante do Verbo: com verbos essencialmente ou eventualmente pronominais.            Jacyr e Carolina queixaram-se de você.       Carolina lembrou-se de pagar as contas e ir à loteria. Observações ― como parte integrante do verbo, o pronome SE pode exercer a função sintática de: a. objeto direto ― quando completa o senti­do de um verbo transitivo direto:         Jair barbeou-se? b. objeto indireto ― quando completa o sen­tido de um verbo transitivo indireto: ...

Pílulas do Conhecimento - Programa 26 - Ortoépia e Prosódia

Ortoépia ou ortoepia é a parte da gramática que estuda a correta pronúncia das palavras no ato da fala. (Orthos do grego, correto + hepós, fala) A ortoépia preceitua a perfeita emissão das vogais e grupos vocálicos, a articulação correta e nítida dos fonemas consonantais e a correta ligação das palavras na frase. Portanto, pronuncie: Feixe, roubo, caranguejo, mulher e não: fêxe, róbo, carangueijo, mulhé Prosódia é a parte da gramática que estuda a correta pronúncia das palavras quanto à sua acentuação tônica. Há um sem-número de vocábulos que pessoas menos familiarizadas com a norma culta proferem mal, deslocando-lhe a sílaba tônica, cometendo silabadas. Exemplo de alguns desses vocábulos: São oxítonas: cateter, mister (necessário), condor, ureter, nobel, ruim, recém, refém, obus, hangar, sutil São paroxítonas: recorde, pudico (cheio de pudores), gratuito, rubrica, avaro, pudico, ibero, ciclope, erudito, tulipa São proparoxítonas: aeródromo, édito (ordem judicial), aerólito...

Pílulas do Conhecimento - Programa 25 - Formação das Palavras

O processo de formação das palavras pode ser feito por: Derivação Composição Hibridismo Redução Onomatopeia Então, as palavras enriquecer e infelizmente teriam que processo de formação? 1. Derivação – É a formação de uma palavra nova, basicamente, pela junção de afixos a um radical. Pode acontecer das seguintes maneiras: a) Prefixal ou prefixação – Consiste na junção de um prefixo a um radical. Exemplos: desleal, compor, recolocar, pré-história. b) Sufixal ou sufixação – Consiste na junção de sufixos ao radical. Exemplos: livreiro, boiada, legalmente, jogador. c) Parassintética ou parassíntese – Consiste na junção de um prefixo e um sufixo ao radical, ao mesmo tempo, de forma que a nova palavra não exista sem um dos afixos. Exemplos: alistar, anoitecer, submarino. Nesta letra c, é importante observar que as palavras não existem apenas com um dos afixos. Note: Anoitecer, mas não, anoite ou noitecer. Os vocábulos parassintéticos são quase sempre verbos e têm co...

Pílulas do Conhecimento - Programa 24 - Uso da Crase

Do grego, krásis, é a fusão entre a preposição a com: a) artigo definido feminino a ou as b) pronome demonstrativo a ou as c) a vogal a que inicia os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo d) o a inicial do pronome relativo a qual (quais) A representação da crase é: à ou às. Esta chama-se acento grave indicativo de crase. Para aplicar corretamente a crase, em regra geral, é preciso saber se o termo regente aceita a preposição a e o termo regido aceita o artigo a. Observe: a) Eu obedeci à professora. TERMO REGENTE: obedeci (verbo) - Quem obedece, obedece a alguém - REGÊNCIA VERBAL TERMO REGIDO: a professora (palavra feminina) Neste exemplo, o verbo obedecer exige a preposição a. Além disso, temos de analisar se a palavra que vem depois aceita o artigo. Veja a frase abaixo: A professora é bonita. (aceita o artigo A) A palavra professora é feminina e aceita o artigo, portanto aplica-se a crase na frase Eu obedeci à professora. b) É homem propenso à co...

Pílulas do Conhecimento - Programa 23 - Regência Verbal e Nominal

A sintaxe de regência trata das relações de dependência entre os termos de uma frase. A regência é o modo pelo qual um termo rege outro que o complementa. Em português, há dois tipos de regência: a regência verbal e a regência nominal. Na frase, existem termos regentes e termos regidos. Os regentes são os termos que exigem a presença de outros que lhes completem o sentido. Os que completam este sentido são os regidos. Quando um verbo rege outro termo, tem-se a regência verbal: “... ele não acreditava em nada daquilo,...” (Lya Luft) (quem acredita, acredita em). Quando um nome rege outro termo, tem-se a regência nominal: “Junto do prato, sempre as pedrinhas coloridas que são meus comprimidos.” (Lya Luft) (quem está junto, está junto a ou junto de). ATENÇÃO:Nem sempre, entre os termos regentes e regidos, haverá preposição. Isso vai depender do nome ou do verbo regente da frase. REGÊNCIA NOMINAL Neste caso, os nomes, que são os termos regentes, podem ser os substantivos ...