Pílulas do Conhecimento - Programa 25 - Formação das Palavras
O processo de formação das palavras pode ser feito por:
Derivação
Composição
Hibridismo
Redução
Onomatopeia
Então, as palavras enriquecer e infelizmente teriam que processo de formação?
1. Derivação – É a formação de uma palavra nova, basicamente, pela junção de afixos a um radical. Pode acontecer das seguintes maneiras:
a) Prefixal ou prefixação – Consiste na junção de um prefixo a um radical.
Exemplos: desleal, compor, recolocar, pré-história.
b) Sufixal ou sufixação – Consiste na junção de sufixos ao radical.
Exemplos: livreiro, boiada, legalmente, jogador.
c) Parassintética ou parassíntese – Consiste na junção de um prefixo e um sufixo ao radical, ao mesmo tempo, de forma que a nova palavra não exista sem um dos afixos.
Exemplos: alistar, anoitecer, submarino.
Nesta letra c, é importante observar que as palavras não existem apenas com um dos afixos. Note: Anoitecer, mas não, anoite ou noitecer.
Os vocábulos parassintéticos são quase sempre verbos e têm como base um substantivo ou um adjetivo. Veja:
amaciar (a + macio + ar) – não existe o verbo maciar nem o substantivo ou adjetivo amacio.
Derivação
Composição
Hibridismo
Redução
Onomatopeia
Então, as palavras enriquecer e infelizmente teriam que processo de formação?
1. Derivação – É a formação de uma palavra nova, basicamente, pela junção de afixos a um radical. Pode acontecer das seguintes maneiras:
a) Prefixal ou prefixação – Consiste na junção de um prefixo a um radical.
Exemplos: desleal, compor, recolocar, pré-história.
b) Sufixal ou sufixação – Consiste na junção de sufixos ao radical.
Exemplos: livreiro, boiada, legalmente, jogador.
c) Parassintética ou parassíntese – Consiste na junção de um prefixo e um sufixo ao radical, ao mesmo tempo, de forma que a nova palavra não exista sem um dos afixos.
Exemplos: alistar, anoitecer, submarino.
Nesta letra c, é importante observar que as palavras não existem apenas com um dos afixos. Note: Anoitecer, mas não, anoite ou noitecer.
Os vocábulos parassintéticos são quase sempre verbos e têm como base um substantivo ou um adjetivo. Veja:
amaciar (a + macio + ar) – não existe o verbo maciar nem o substantivo ou adjetivo amacio.
Se a palavra existir com a retirada dos afixos, ocorrerá derivação prefixal e sufixal. Por exemplo: desempregado (des + emprego + ado) - desemprego e empregado são formas existentes na língua.
d) Regressiva ou deverbal – Consiste na troca da terminação verbal da forma infinitiva por uma vogal (a, e ou o), originando um substantivo abstrato. São substantivos chamados deverbais ou pós-verbais.
d) Regressiva ou deverbal – Consiste na troca da terminação verbal da forma infinitiva por uma vogal (a, e ou o), originando um substantivo abstrato. São substantivos chamados deverbais ou pós-verbais.
Exemplos: ensinar >> ensino, debater >> debate, consumir >> consumo
Agora, as palavras arquivo e telefone não são substantivos deverbais, mas primitivos em relação aos seus respectivos verbos (arquivar e telefonar). Isto porque se trata de substantivos concretos. Neste caso, ocorre derivação sufixal.
e) Imprópria ou conversão – Ocorre com a troca de classe gramatical, sem alteração na forma.
Exemplo: Os bons terão suas recompensas. (adjetivo substantivado)
Agora, as palavras arquivo e telefone não são substantivos deverbais, mas primitivos em relação aos seus respectivos verbos (arquivar e telefonar). Isto porque se trata de substantivos concretos. Neste caso, ocorre derivação sufixal.
e) Imprópria ou conversão – Ocorre com a troca de classe gramatical, sem alteração na forma.
Exemplo: Os bons terão suas recompensas. (adjetivo substantivado)
O professor explicou bem claro o tema da redação. (adjetivo adverbializado)
2. Composição - É a formação de novas palavras por meio da junção de dois ou mais radicais. Elas podem ser por:
a) Justaposição – Os radicais conservam sua acentuação e forma inalterados.
Exemplos: guarda-chuva, couve-flor, segunda-feira, passatempo, girassol, vaivém.
b) Aglutinação – Pelo menos um dos radicais tem a sua forma alterada, ou seja, perda de pelo menos um elemento fonético.
Exemplos: aguardente (água + ardente), embora (em + boa + hora), planalto (plano + alto), outrora (outra + hora)
3. Hibridismo – formação de uma palavra usando elementos originários de línguas diferentes.
Exemplos: monocultura (mono + cultura, grego e latim), automóvel (auto + móvel, grego e latim), burocracia (buro + cracia, francês e grego).
4. Abreviação vocabular ou redução – É a utilização de parte de uma palavra no lugar da sua totalidade.
Exemplos: cine (por cinema, que é redução de cinematográfico), pneu (por pneumático), foto (por fotografia), moto (por motocicleta), quilo (por quilograma).
5. Onomatopeia – É a utilização de palavras que procuram imitar certos sons ou ruídos.
Exemplos: cascalhar (risadas), coaxar (rã), rufar (tambor, caixa), tique-taque (relógio), reco-reco (instrumento musical).
DERIVAÇÃO PREFIXAL E SUFIXAL X DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA
Qual a diferença?
Na primeira, temos prefixo + radical + sufixo, sendo que pode existir prefixo + radical ou radical + sufixo. Por exemplo, na palavra infelizmente, temos:
IN + FELIZ + MENTE (prefixo + radical + sufixo)
E ainda podemos formar as palavras INFELIZ e FELIZMENTE.
Já, na segunda, temos prefixo + radical + sufixo, onde os afixos são colocados juntos para que a palavra exista. Por exemplo, na palavra enriquecer, temos:
EN + RICO + ECER (prefixo + radical + sufixo)
Notem que é impossível formar as palavras ENRICO e RIQUECER.
Portanto, respondendo a pergunta feita no início do texto:
Infelizmente (DERIVAÇÃO PREFIXAL E SUFIXAL).
Enriquecer (DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA).
Alguns gramáticos dividem a abreviação em três processos: aférese (queda do fonema inicial, como em senhor - seu), síncope (eliminação de fonemas no início, como em Vossa Mercê - você) e apócope (queda de fonemas no fim, como em extraordinário - extra). Também ocorre em palavras compostas, como em telecinematografia - telecinema - telecine, e nomes próprios, como Beatriz - Bia.
Frequentemente nos deparamos com palavras novas não dicionarizadas. Nosso vocabulário está em constante evolução, visto que sempre surgem neologismos para expressar conceitos novos dos diversos ramos da atividade humana.
O conhecimento dos morfemas é importante para conhecer o significado de palavras usadas em outras disciplinas.
Alguns radicais gregos ou latinos passaram a ter sentidos especiais em português. É o caso do radical grego em auto (= por si próprio, como em autocontrole, autoconfiança, automedicação). Com sua redução, passou a significar automóvel, ato público, registro escrito detalhado de uma ocorrência ou representação teatral de temas religiosos e profanos. Também entra na formação de novas palavras que se referem a automóvel, como autopeça, autoescola.
O mesmo se observa com o radical tele (= distância, como em telegrama, telefone, telescópio, telepatia), que se aplica a tudo que se refere a telefone (teletáxi, televendas, telepizza, telefarmácia, telepão, telepastel) e a televisão (telefilme, telejornal, telecine, telecurso, telenovela, televizinho, teleteatro, telespectador). Esses radicais chamam-se falsos prefixos.
É comum o uso dos advérbios não e quase e da preposição sem como prefixos de negação: sem-terra, sem-teto, sem-vergonha, sem-cerimônia, sem-número, sem-fim, não violência, não fumante, não agressão, não governamental, não verbal, não participação, quase delito, quase posse, quase domicílio, quase irmão, quase morte.
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