Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2020

Professor João Trindade explica sobre regência verbal e nominal

A REGÊNCIA é o campo da língua portuguesa que estuda as relações de dependência entre os verbos (ou nomes) e seus complementos. A regência é necessário visto que algumas palavras da língua portuguesa (verbo ou nome) não possuem seu sentido completo. Observe o exemplo abaixo: Muitas crianças têm medo. (medo de quê?) Muitas crianças têm medo de fantasmas. Obs.: perceba que o nome pede complemento antecedido de preposição (“de” = preposição e “fantasmas” = complemento). IMPORTANTE: A regência estabelece uma relação entre um termo principal (termo regente) e o termo que lhe serve de complemento (termo regido) e possui dois tipos: REGÊNCIA NOMINAL e REGÊNCIA VERBAL. REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é quando um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) regente determina para o nome regido a necessidade do uso de uma preposição, ou seja, o vínculo entre o nome regente e o seu termo regido se estabelece por meio de uma preposição. DICA: A relação entre um nome regente e seu te...

Professor João Trindade explica a diferença entre adjunto adnominal, aposto especificador e complemento nominal

Geralmente os concursandos se veem em uma situação complexa quando há a necessidade de classificar os termos relacionados ao nome (adjunto adnominal, complemento nominal ou aposto especificador). Seguem algumas dicas. 1) Se o termo introduzido por preposição estiver ligado a adjetivo ou advérbio, será complemento nominal. Ex.: Ele era favorável ao divórcio. (favorável = adjetivo; ao divórcio = CN)        Agiu favoravelmente ao réu. (favoravelmente = advérbio; ao réu = CN) 2) Se o termo introduzido por preposição estiver ligado a substantivo, poderá ser adjunto adnominal, complemento nominal ou aposto especificador. Dicas para a identificação 1. Veja se o substantivo (núcleo) é concreto ou abstrato. Se concreto, APOSTO ou ADJUNTO ADNOMINAL. a) A blusa de Pedro é linda. Quem é linda? A blusa de Pedro. Núcleo = blusa= concreto. Pedro é o nome da blusa? Não, então (de Pedro) é um ADJUNTO ADNOMINAL, pois indica posse. b) A cidade de Londrina é linda. Qu...

Professor João Trindade explica sobre os verbos no futuro

Futuro do Modo Subjuntivo Os verbos no tempo do futuro do modo subjuntivo é utilizado nas situações enunciativas em que se deseja exprimir um fato que futuro eventual. Os verbos no tempo do futuro do modo subjuntivo são empregados em orações subordinadas adverbiais (condicionais, temporais e conformativas, quando oração principal tem verbo no presente ou no futuro) e adjetivas (com oração principal no presente e no futuro). Já no futuro composto do subjuntivo, há a utilização de um verbo auxiliar no futuro do subjuntivo mais um verbo principal no particípio. Futuro do Presente do Modo Indicativo Os verbos no tempo futuro do modo indicativo são empregados nas seguintes situações enunciativas: - declaração de uma ação ou fato que ainda se realizará, tomado como certo ou provável; - em enunciações imperativas, nos sentidos de imposição da ordem, recomendação ou regras morais a serem seguidas;  - em enunciações interrogativas, substituindo o presente do modo indicativo, ou a...

Professor João Trindade explica sobre os verbos no pretérito

Pretérito Imperfeito do Modo Indicativo O tempo verbal do pretérito imperfeito do modo indicativo é utilizado para os seguintes fins: - quando o locutor enuncia fatos ocorridos, transportado mentalmente para o momento da ocorrência, descrevendo os fatos da forma como iam prosseguindo; Exemplo: Eu cantava em voz baixa, e fazia gestos, regendo uma sinfonia invisível. - na enunciação de fatos dos quais não se tem certeza quanto às suas realizações futuras; Exemplo: Queria que fosses feliz. - na substituição do futuro do pretérito, ao exprimir a consequência inevitável de um fato condicionante; Exemplo: Se o bonde não chegasse logo, logo me irritava. - na enunciação em que se dá a ideia de prolongação de fatos ocorridos em direção ao momento presente da própria enunciação. Neste caso, exprime-se com maior evidência a característica principal do tempo no pretérito imperfeito do indicativo: a descrição de fatos passados não concluídos ("imperfeitos"). Imperfeito do M...

Professor João Trindade explica sobre vícios de linguagem

1. Barbarismo: Grafia, acentuação, pronúncia ou flexão de uma palavra em desacordo com a norma culta. São considerados barbarismos o emprego inadequado de homônimos ou parônimos e o emprego inadequado de estrangeirismos. "Gratuíto" (em vez de gratuito) "Rítimo" (em vez de ritmo) 2. Solecismo: Desvio da norma em relação à sintaxe, seja de concordância, regência ou colocação pronominal. "Fazem dois anos que não nos vemos" (em vez de faz) 3. Ambiguidade ou Anfibologia: Falta de clareza que acarreta duplicidade de sentido. "O menino viu o incêndio da escola" 4. Cacófato ou Cacofonia: União de duas ou mais palavras, formando uma terceira de sentido inconveniente. "Beijou na boca dela". "Eu vi ela". (Eu viela?) "Eu amo ela" (Eu a moela?) "Não tenho pretensão acerca dela". (Não tenho pretensão a ser cadela?) "Vou-me já porque já está pingando". (Vou mijar porque já está pingand...

Professor João Trindade tira dúvidas sobre o predicado

Predicado é o termo essencial da oração que constitui a parte da enunciação referente ao sujeito. É a parte da oração que contém os verbos referentes ao sujeito. Os predicados podem se apresentar como: predicados nominais (têm um nome como núcleo de significação), predicados verbais (têm um verbo como núcleo central de significação) e predicados verbo-nominais (composto por verbos e nomes como núcleos significativos). Predicado Nominal Predicado nominal é o predicado que apresenta um nome (substantivo, adjetivo, pronome ou numeral) como núcleo significativo. Os predicados nominais são formados com a presença de um verbo de ligação mais um predicativo. Exemplos: Ele está só, Os dias permanecem os mesmos; Ficamos muito bem por aqui; Isto parece uma grande mentira. Predicado Verbal Predicado verbal é o predicado que apresenta um verbo de ação como núcleo significativo. Os predicados verbais são formados com a presença de verbos transitivos e intransitivos. Exemplos: O esc...

Professor João Trindade tira dúvidas de ortografia

Ao escrever uma palavra com som de s, de z, de x ou de j, deve-se procurar a origem dela, pois, na Língua Portuguesa, a palavra primitiva, em muitos casos, indica como deveremos escrever a palavra derivada. Ç 1. Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vocábulos terminados em -to, -tor, -tivo e os substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo (Tema é o que sobra, quando se retira a desinência de infinitivo - r - do verbo).  Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada em -ção. Por exemplo: Donde provém a palavra conjunção? Resposta: provém de conjunto. Por isso, escrevemo-la com ç. Exemplos: erudito = erudição exceto = exceção isento = isenção setor = seção infrator = infração eleitor = eleição condutor = condução instrutor = instrução trator = tração intento = intenção relativo = relação ativo = ação introspectivo = introspecção junto = junção intuitivo = intuição redator = redação ereto = ereção educar - r + ção = ed...

Professor João Trindade explica sobre orações reduzidas

São denominadas orações reduzidas aquelas que apresentam o verbo numa das formas nominais, ou seja, infinitivo, gerúndio e particípio.  As orações reduzidas de formas nominais podem, em geral, ser desenvolvidas em orações subordinadas. Essas orações são classificadas como as desenvolvidas correspondentes. As orações reduzidas que não podem ser transformadas em desenvolvidas chamam-se reduzidas fixas.  As orações reduzidas não são introduzidas por conectivo.  No caso de se fazer uso de locução verbal, o auxiliar indica se se trata de oração reduzida ou não. Na frase: Tendo de ausentar-se, declarou vacante seu cargo. Temos aqui uma oração reduzida de gerúndio. Portanto, é condição para que a oração seja reduzida que o auxiliar se encontre representado por uma forma nominal. Exemplos de orações reduzidas de infinitivo: Substantivas subjetivas: são aquelas que exercem a função de sujeito do verbo de outra oração. Exemplos: Não convém agires assim É certo ter oc...

Professor João Trindade explica sobre orações subordinadas

Período composto por subordinação No período composto por subordinação sempre aparecem dois tipos de oração: oração principal e oração subordinada. O período: Todos esperam sua volta É um período simples, pois apresenta uma única oração. Nele podemos identificar: Todos (suj.) esperam (v.t.dir.) sua volta. (obj. direto) Se transformarmos o período simples acima em um período composto, teremos: Todos esperam que você volte. 1ª oração: Todos esperam 2ª oração: que você volte Nesse período, a 1ª oração apresenta o sujeito todos e o verbo transitivo direto esperam, mas não apresenta o objeto direto de esperam. Por isso, a 2ª oração é que tem de funcionar como objeto direto do verbo da 1ª oração. Verificamos, então, que: I. a 1ª oração não exerce, no período acima, nenhuma função sintática. Por esse motivo ela é chamada de oração principal. II. a 2ª oração depende da 1ª, serve de termo (objeto direto) da 1ª e completa-lhe o sentido. Por esse motivo, a 2ª oração é cha...

Professor João Trindade explica sobre as orações coordenadas

Dois são os processos de estruturação fraseológica, ou seja, as orações se relacionam umas com as outras e se interligam num período através dos mecanismos coordenativos ou subordinativos.  A oração coordenada é aquela que se liga a outra oração da mesma natureza sintática.  Num período composto por coordenação, as orações são independentes. Ela podem ser sindéticas (quando a outras se prendem por conjunções), ou assindéticas (quando não se prendem a outras por conectivo, estando apenas justapostas, ligadas por pontuação)  As coordenadas sindéticas podem ser: Aditivas: e, nem, mas também, mas ainda, como também (depois de não só), mais (na matemática ou em linguagem regional). Adilson foi ao trabalho a pé e voltou de automóvel. Simão não era rico nem pobre. Estudou não somente Português, como também Geografia. Adversativas: mas, porém, todavia, entretanto, contudo, no entanto, ainda assim, senão, não obstante. Argumentou durante duas horas, mas não convenceu...

Professor João Trindade explica conceitos sobre numeral e interjeição

Numeral Os numerais são palavras que indicam uma quantidade ou um número exato referente à quantidade de seres ou objetos aos quais se referem numa enunciação. Os numerais podem ser cardinais, ordinais, multiplicativos, fracionários e coletivos. Os numerais possuem normalmente a função adjetiva, mas podem ser substantivados.  Numerais Cardinais Os numerais cardinais são aqueles que utilizam os números naturais para a contagem de seres ou objetos, ou até designam a abstração das quantidades: os números em si mesmos (Exemplo: Dois mais dois são quatro), neste último caso valendo então, na realidade, por substantivos. Os numerais cardinais um, dois (e todos os números terminados por estas unidades), assim como as centenas contadas a partir de duzentos, são variáveis em gênero. Os numerais que indicam milhões, bilhões, trilhões etc. são invariáveis em gênero. Os demais são invariáveis. Numerais Coletivos Os numerais coletivos são aqueles que indicam uma quantidade específica...

Professor João Trindade explica as funções da linguagem

Para se estudar a funcionalidade do Processo de Comunicação que é tão utilizada nos vestibulares e enem, precisamos usar recursos que dão ênfase a intenção que o emissor quer transmitir para que a mensagem seja compreendida ou se reforçe algum elemento linguístico específico para a composição. Desde do passado o homem tem criado meios para se apropriar de signos, sinais, gestos, desenhos, letras e por fim a palavra oral e escrita na realização deste processo de comunicação. Para que esses recursos sejam bem empregados precisamos primeiro rever os elementos da comunicação. IlustraçãoTodo texto apresenta várias possibilidades de leitura, as funções tem como objetivo levar o leitor a compreender determinado efeito, para determinado objetivo. Daí o fato de enfatizar algum recurso ficar a cargo da capacidade criativa do autor ou emissor da mensagem. O estudo sobre as funções da linguagem, requer antes de apresentar sua tipolologia, no processo de comunicação e as interações das mesmas ...

Professor João Trindade explica as figuras de linguagem

Figuras de linguagem são ferramentas que o escritor aplica no texto para conseguir um efeito determinado na interpretação do leitor. São formas de expressão mais localizadas em comparação às funções da linguagem, que são características globais do texto. Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. É muito usada no dia-a-dia das pessoas, nas canções e também é um recurso literário. Figuras de harmonia ou sonoras Aliteração Repetição ordenada de fonemas consonantais (consoantes). Cruz e Souza é o melhor exemplo deste recurso. Uma das características marcantes do Simbolismo, assim como a sinestesia. Ex: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza) Assonância Repetição ordenada de fonemas vocálicos. Ex: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato dem...