Professor João Trindade explica sobre regência verbal e nominal

A REGÊNCIA é o campo da língua portuguesa que estuda as relações de dependência entre os verbos (ou nomes) e seus complementos.

A regência é necessário visto que algumas palavras da língua portuguesa (verbo ou nome) não possuem seu sentido completo.

Observe o exemplo abaixo:

Muitas crianças têm medo. (medo de quê?)
Muitas crianças têm medo de fantasmas.

Obs.: perceba que o nome pede complemento antecedido de preposição (“de” = preposição e “fantasmas” = complemento).

IMPORTANTE: A regência estabelece uma relação entre um termo principal (termo regente) e o termo que lhe serve de complemento (termo regido) e possui dois tipos: REGÊNCIA NOMINAL e REGÊNCIA VERBAL.

REGÊNCIA NOMINAL
Regência nominal é quando um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) regente determina para o nome regido a necessidade do uso de uma preposição, ou seja, o vínculo entre o nome regente e o seu termo regido se estabelece por meio de uma preposição.

DICA: A relação entre um nome regente e seu termo regido se estabelece sempre por meio de uma preposição.

Exemplo:
- Os trabalhadores ficaram satisfeito com o acordo, que foi favorável a eles.
Veja: "satisfeito" é o termo regente e "com o acordo" é o termo regido, "favorável" é o termo regente e "a eles" é o termo regido.

Obs.: Quando um pronome relativo (que, qual, cujo, etc.) é regido por um nome, deve-se introduzir, antes do relativo, a preposição que o nome exige.

Exemplo:
- A proposta a que éramos favoráveis não foi discutida na reunião. (quem é favorável, é favorável a alguma coisa/alguém)

Regência Nominal: Principais Casos (Mais Utilizados nas Provas)
Como vimos, quando o termo regente é um nome, temos a regência nominal.

Advérbios terminados em mente seguem a mesma regência dos adjetivos de que derivam: favorável a > favoravelmente a; compatível com > compativelmente com; independente de > independentemente de

Então pra facilitar segue abaixo uma lista dos principais nomes que exigem preposições, existem nomes que pedem o uso de uma só preposição, mas também existem nomes que exigem os uso de mais de uma preposição. veja:

acessível (a)
acostumado a, com
adequado a
afável com, para com
aficionado por
aflito com, por
alheio a
amigo de
amoroso com, para com
análogo a
anterior a
ansioso de, por
antipatia a, contra, por
apaixonado por
apto a, para
atento a, em
atentado a, contra
aversão a, de, para, por
avesso a, de, em
ávido de
atencioso com, para com
bacharel em
baseado em 
benéfico a 
bom para
briga com, por, entre
busca a, de, por
boato de, sobre
capaz de, para
capacidade de, para
cheio de
cego a
certo de
certeza de
cheiro a, de
cobiçoso de
comum a, de
compaixão de/para com/por
compatível com
compreensível a
comum a, de
coerente com
comemorativo de
conforme a, com
conceito de, sobre
convênio entre
confiante em
consciente de
constante em
contente com, de, em ,por
contemporâneo a, de
contrário a
cruel com, para com, para
cuidadoso com
cúmplice de, em
curioso a, de, para
desatento a
dedicado a
descontente com
desejoso de
desfavorável a
desleal a
desprezo a, por
devoto a, de
devoção a,  para com, por
ditoso com
diferente de
digno de
difícil de
dotado de
doutor em
doente de
dócil a, com
duro de
direito de, a
dúvida acerca de , de, em, sobre
empenho de, em, por
essencial a, para
especialista em
estranho a
equivalente a
encarregado de
fácil a, de, para
favorável a
falho de, em
fanático por
feliz de, por, em, com
forte de, em
firme em
fraco com, de, em, para, por
fundado em
furioso com, de
generoso com
gratidão a, por
grato a
hábil em
habituado a, com, em
horror a
harmonia com, entre
hino a
homenagem a
hora de, para
hostil a, para com
idêntico a
ida a
imediato a
impaciente com
impedimento a, para
imune a, de
impotente contra, para
impróprio para
impossível de
impossibilidade de
inábil para
inacessível a, para
incompatível com
inconstante em
inclinado a
incrível a, para
indiferente a
indeciso em
independente de
influência sobre
investimento de, em
inocente de
interesse em, por
isento de
indigno de
intolerante com, para com
jeito de, para
julgamento de, sobre
justificativa de, para
junto a, de
juízo sobre
lembrança de
limitado a, de, em, com
livre de
liberal com
longe de
manifestação a favor de, contra
menor de
medo a, de
morador de, em 
natural de
necessário a
nocivo a
nobre de, em, por
nascido de, em, para
nutrido com, de, em, por
obediente a
obrigação de
ojeriza a, contra, por
originado de, em
paralelo a
paixão por
parecido a, com
perto de 
permissivo a
perpendicular a
pertinaz em
preocupação com, de, em, para, sobre
possível de
piedade com, de, para, por
pobre de
posterior a
preferível a
prejudicial a
propício a
propenso a, para
prestes a
próprio de, para
querido de, por
respeito a / com / de / para com / por
relacionado com
relativo a
rente a, com, de
rico de, em
sábio em, para
sedento de, por
semelhante a
sensível a
satisfeito com, de, em, por
saudade de, por
seguro de, em
severo com, em
superior a
solidário com
solícito com
sóbrio a, de
soberbo com, de
simpatia a, por
situado em, entre, a
suspeito a, de 
temível a
temerário em
temeroso de
teoria de, sobre
talentoso em, para
testemunha de
traidor a, de
temperado com, de, em, por
transversal a
tendência a, de, para
terminado em, por
triste com, de
união a, com, entre
útil a, para
último a, de, em
unificado em
urgente a, para
unido a, contra, entre, a favor de
ultraje a
unânime em
vazio de
vacina contra
vaidoso de
vaidade de, em
valioso a, para
valor em, para
vantagem a, para
vergonha de, para
vocação a, de, para
viciado em
voltado a, contra, para, sobre
veneração a, de, para com, por
verdade sobre
venda a, de, para
vendido a
vinculado a, com, entre
viúvo de
veterano em
vulnerável a
visível a
vizinho a, de
vereador, deputado, senador por, pelo(a)(s)
versado em
xeque a
xingado com, de
zelo a, com, de
zeloso com
zombaria com
zangado com, por


REGÊNCIA VERBAL
Dizemos que regência verbal é a maneira como o verbo (termo regente) se relaciona com seus complementos (termo regido).

Nas relações de regência verbal, o vínculo entre o verbo e seu termo regido (complemento verbal) pode ser dar com ou sem a presença de preposição.

Exemplo:
- Nós assistimos ao último jogo da Copa.
Veja: "assistimos" é o termo regente, "ao" é a preposição e "último jogo" é o termo regido.

No entanto estudar a regência verbal requer que tenhamos conhecimentos anteriores a respeito do verbo e seus complementos, conhecer a transitividade verbal.

Basicamente precisamos saber que:

Um verbo pode ter sentido completo, sem necessitar de complementos. São os verbos intransitivos.
Há verbos que não possuem sentido completo, necessitam de complemento. São os verbos transitivos.

Exemplos:

- Transitivo direto: quando seu sentido se completa com o uso de um objeto direto (complemento sem preposição).
Exemplo: A avó carinhosa agrada a netinha.
"Agradar" é verbo transitivo direto e "a netinha" e o objeto direto.

- Transitivo indireto: quando seu sentido se completa com o uso de um objeto indireto (complemento com preposição).
Exemplo: Ninguém confia em estranhos.
"Confiar" é verbo transitivo indireto, "em" é a preposição e "estranhos" é o objeto indireto.

- Transitivo direto e indireto: quando seu sentido e completa com os dois objetos (direto e indireto).
Exemplo: Devolvi o livro ao vendedor. "Devolver" é verbo transitivo direto e indireto, "o livro" é objeto direto e "vendedor" é objeto indireto.

A regência e o contexto (a situação de uso)
A regência de um verbo está ligada a situação de uso da língua. Determinada regência de um verbo pode ser adequada em um contexto e ser inadequada em outro.

1. Quando um ser humano irá a Marte?
2. Quando um ser humano irá em Marte?

Em contextos formais, deve-se empregar a frase 1, porque a variedade padrão, o verbo “ir” rege preposição a. Na linguagem coloquial (no cotidiano) e na literatura, é possível usar a frase 2.

Regência de Alguns Verbos
Para estudarmos a regência dos verbos, devemos dividi-los em dois grupos:

1- O primeiro, dos verbos que apresentam uma determinada regência na variedade padrão e outra regência na variedade coloquial;
2- E o segundo dos verbos que, na variedade padrão, apresentam mais de uma regência.

PRIMEIRO GRUPO - Verbos que apresentam uma regência na variedade padrão e outra na variedade coloquial:
VERBO ASSISTIR
- SENTIDO: “Ajudar, auxiliar”, “caber, pertencer” e “ver, presenciar, atuar como espectador”. É nesse último sentido que ele é usado. No segundo sentido, é mais usado na linguagem jurídica e científica.
- VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): Ele não assiste a filme de violência; Pela TV, assistimos à premiação dos atletas olímpicos. Assistir com significado de ver, presenciar: É verbo transitivo indireto (VTI), apresenta objeto indireto iniciado pela preposição a. Quem assiste, assiste a (alguma coisa).
- VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): Ela não assiste filmes de violência. Assistir com significado de ver, presenciar: É verbo transitivo direto (VTD); apresenta objeto direto. Assistir (alguma coisa)
VERBO IR e CHEGAR
- VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): No domingo, nós iremos a uma festa; O prefeito foi à capital falar com o governador; Os funcionários chegam bem cedo ao escritório. Apresentam a preposição a iniciando o adjunto adverbial de lugar: Ir a (algum lugar), Chegar a (algum lugar)
- VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): No domingo, nós iremos em uma festa; Os funcionários chegam bem cedo no escritório. Apresentam a preposição em iniciando o adjunto adverbial de lugar: Ir em (algum lugar), Chegar em (algum lugar). A preposição em só está correta na indicação de tempo.
VERBO OBEDECER/DESOBEDECER
- VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): A maioria dos sócios do clube obedecem ao regulamento; Quem desobedece às leis de trânsito deve ser punido. São VTI; exigem objeto indireto iniciado pela preposição a. Obedecer a (alguém/alguma coisa), Desobedecer a (alguém/alguma coisa)
- VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): A maioria dos sócios do clube obedecem o regulamento; Quem desobedece as leis de trânsito deve ser punido. São transitivos direto (VTD); apresentam objeto sem preposição inicial. Obedecer (alguém/alguma coisa), Desobedecer (alguém/alguma coisa)
VERBO PAGAR e PERDOAR
- SENTIDO: Obs.: Se o objeto for coisa (e não pessoa), ambos são transitivos direto, tanto na variedade padrão, como na coloquial. Exemplo: Você não pagou o aluguel. O verbo pagar também é empregado com transitivo direto e indireto. (Pagar alguma coisa para alguém) A empresa pagava excelentes salários a seus funcionários.
- VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): A empresa não paga aos funcionários faz dois meses; É ato de nobreza perdoar a um amigo. São VTI quando o objeto é pessoa física ou jurídica; exigem preposição a iniciando o objeto indireto. Pagar a (alguém), Perdoar a (alguém), ainda que seja uma instituição. São VTD quando o objeto é coisa. Com a preposição de, o objeto indireto se torna adjunto adnominal.
- VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): A empresa não paga os funcionários faz dois meses; É um ato de nobreza perdoar um amigo. São VTD, apresentam objeto sem preposição (objeto direto): Pagar (alguém), Perdoar (alguém)
VERBO PREFERIR
- VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): Os brasileiros preferem futebol ao vôlei; Você preferiu trabalhar a estudar. Prefiro silêncio à agitação da cidade. É VTDI; exige dois objetos: um direto outro indireto (iniciado pela preposição a. Preferir (alguma coisa) a (outra)
- VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): Os brasileiros preferem mais o futebol que o vôlei; Você preferiu (mais) trabalhar que estudar; Prefiro (muito mais / mil vezes) silêncio do que a agitação da cidade. É empregado com expressões comparativas. Preferir (mais / mil vezes / muito mais) (uma coisa) do que (outra). Esse uso se explica por associação  com o verbo gostar em comparações, construção legítima.
VERBO VISAR
- SENTIDO: O emprego mais usual do verbo “visar” é no sentido de “ter em vista”.
- VARIEDADE PADRÃO (Exemplos): Todo artista visa ao sucesso; Suas pesquisas visavam à criação de novos remédios. É VTI, com preposição a iniciando o objeto indireto. Visar a (alguma coisa)
- VARIEDADE COLOQUIAL (Exemplos): Todo artista visa o sucesso; Suas pesquisas visavam a criação de novos remédios. É VTD, apresenta objeto sem preposição (objeto direto). Visar (alguma coisa)
SEGUNDO GRUPO - Verbos que, na variedade padrão, quanto à regência apresentam diferença semântica (interpretativa).
VERBO ASPIRAR
- TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto (respirar); Verbo transitivo indireto (pretender)
- EXEMPLOS: Sentiu fortes dores quando aspirou o gás. O Ex-governador aspirava ao cargo de presidente.
VERBO ASSISTIR
- TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto (ajudar); Verbo transitivo indireto (ver); Verbo transitivo indireto (pertencer); Verbo intransitivo (morar).
- EXEMPLOS: Rapidamente os paramédicos assistiram os feridos. Você assistiu ao filme? O direito de votar assiste a todo cidadão. Gabriela assiste em João Pessoa.
VERBO INFORMAR
- TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto e indireto (transmitir informação)
- EXEMPLOS: Algumas rádios informam as condições das estradas aos motoristas. Algumas rádios informam os motoristas das condições das estradas
Mesma regência para os verbos avisar, notificar, certificar, cientificar, prevenir e advertir.
VERBO QUERER
- TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto (desejar); Verbo transitivo indireto (amar/gostar)
- EXEMPLOS: Todos queremos um Brasil menos desigual. Isabela queria muito aos avós.
VERBO VISAR
- TRANSITIVIDADE (Sentido): Verbo transitivo direto (mirar); Verbo transitivo direto (pôr visto); Verbo transitivo indireto (ter em vista)
- EXEMPLOS: O atacante, ao chutar a falta, visou o ângulo do gol. Por favor, vise todas as páginas do documento. Esta fazenda visa à produção de alimentos orgânicos.

Observações:

O verbo aspirar, como outros transitivos indiretos, não admite os pronomes lhe/lhes como objeto. Devem ser substituídos por a ele (s) /a ela (s). Ex.: O diploma universitário é importante; todo jovem deve aspirar a ele.

No sentido de “ver”, o verbo assistir não admite lhe (s) como objeto, essas formas devem ser substituídas por ele (s) ela (s). Ex.: o show de abertura das olimpíadas foi muito bonito; você assistiu a ele?

No sentido de “ter em vista”, o verbo visar (TD) não admite como objeto a forma lhe/lhes, que devem ser substituídas por a ele (s) a ela (s). Ex: O título de campeão rende uma fortuna ao time vencedor, por isso todos os clubes visam a ele persistentemente.

Existem outros verbos que, na variedade padrão, apresentam a mesma regência do verbo informar. São eles: avisar, prevenir, notificar, cientificar, advertir, aconselhar, impedir, incumbir, proibir.

DICAS GERAIS SOBRE REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL PARA FIXAÇÃO:

‣ Alguns nomes ou verbos da língua portuguesa não tem sentido completo.

‣ Na regência nominal, a relação entre um nome regente e seu termo regido se estabelece sempre por meio de uma preposição.

‣ Na regência verbal, temos que conhecer a transitividade dos verbos, ou seja, se é direta (VTD-verbo transitivo direto), se é indireta (VTI- verbo transitivo indireto) ou se é, ao mesmo tempo, direta e indireta (VTDI- verbo transitivo direto e indireto).

‣ Observe sempre os verbos que mudam de regência ao mudar de sentido, como visar, assistir, aspirar, agradar, implicar, proceder, querer, servir, custar, reparar, chamar e outros.

‣ Não se pode atribuir um mesmo complemento a verbos de regências distintas. Por exemplo: o verbo assistir no sentido de “ver”, requer a preposição a e o verbo gostar, requer a preposição de. Não podemos, segundo a gramatica, construir frases como: “Assistimos e gostamos do jogo. ”, temos que dar a cada verbo o complemento adequado, logo, a construção correta é “Assistimos ao jogo e gostamos dele. ”

Verbos com regências iguais podem ter o mesmo complemento: Importamos e exportamos muitas roupas. Os verbos importar e exportar são transitivos diretos, logo a frase está correta.

‣ O conhecimento das preposições e de seu uso é fator importante no estudo e emprego da regência (nominal, verbal) correta, pois elas são capazes de mudar totalmente o sentido do que for dito. Ex.: As novas medidas escolares vão de encontro aos anseios dos alunos. Os alunos da 3ª série foram ao encontro da nova turma.

ir de encontro a - contra, em sentido contrário / ir ao encontro de - a favor, na direção

‣ Pronomes oblíquos, algumas vezes, funcionam como complemento verbal.
o, a, os, as - sempre objeto direto
lhe, lhes - sempre objeto indireto, podem aparecer com VTD para indicar posse
me, te, se, nos, vos - podem ser objeto direto ou indireto

‣ Pronomes relativos, algumas vezes, funcionam como complemento verbal.

Existem outros verbos que mudam de sentido:
1 - implicar
transitivo direto (acarretar); transitivo indireto (ter implicância); transitivo direto e indireto (envolver-se).
2 - custar
transitivo indireto (ser custoso); intransitivo (ter valor).
3 - precisar
transitivo direto (determinar); transitivo indireto (necessitar); intransitivo (ser necessitado).
4 - reparar
transitivo direto (consertar); transitivo direto (indenizar); transitivo indireto (observar).
5 - proceder
transitivo indireto (realizar); intransitivo (agir); intransitivo (ter fundamento); intransitivo (provir).
6 - chamar
transitivo direto (convocar); transitivo indireto (invocar); transitivo direto ou indireto (qualificar).
7 - suceder
transitivo indireto (ser o sucessor); intransitivo (acontecer).

Existem outros verbos que apresentam diferença entre o uso popular e culto:
1 - namorar
VTD ou VI: variedade culta / VTI regendo a preposição com: variedade coloquial
Esse uso se explica por associação com os verbos casar e noivar.
2 - simpatizar
VTI regendo a preposição com: variedade culta / pronominal: variedade coloquial
O antônimo antipatizar segue a mesma regência.

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