Professor João Trindade explica processos de formação das palavras
De que maneira um idioma pode crescer, aumentar o número de palavras que o compõe? Cada língua tem seus mecanismos próprios de formação de novas palavras. No caso específico do português, existem alguns processos, sendo que os dois mais importantes são a derivação e a composição.
Para que você possa diferenciar bem esses processos e, com isso, evitar erros na resolução de exercícios, vamos inicialmente fazer a distinção entre três tipos de palavras:
Palavra primitiva: é toda palavra que não nasce de outra, dentro da língua portuguesa.
EX.: rua, sol, pedra, cidade etc.
A palavra primitiva pode servir de ponto de partida para a formação de outras palavras.
Palavra derivada: é toda palavra que ser forma a partir de uma outra palavra pré-existente.
EX.: novidade (novo); ensolarada (sol).
Palavra composta: é toda palavra que se forma a partir da reunião de duas ou mais palavras (ou radicais).
EX.: pontapé (ponta+pé); azul-claro (azul+claro)
Os dois processo principais
Derivação:
É o processo pelo qual uma palavra nova (derivada) forma-se a partir de uma única outra palavra já existente (chamada primitiva). Em gera, a derivação se dá pelo acréscimo de prefixo ou sufixo à palavra primitiva.
A derivação pode ocorrer das seguintes maneiras:
Derivação prefixal (ou prefixação): quando acrescentamos um prefixo à palavra primitiva.
EX.: RE (prefixo) + fazer (palavra primitiva) = refazer (deriv. prefixal)
Derivação sufixal (ou sufixação): quando acrescentamos um sufixo à palavra primitiva.
EX.: ponta (palavra primitiva) + EIRO (sufixo) = ponteiro (deriv. sufixal)
Derivação parassintética (ou circunfixação): ocorre quando a um determinado radical acrescentam-se, ao mesmo tempo, um prefixo e um sufixo.
EX.: RE (prefixo) + pátria (palavra primitiva) + AR (sufixo) = repatriar
OBS: A palavra só é formada por parassíntese se, ao tirarmos o prefixo ou sufixo, ela deixar de ter sentido. Não existe, por exemplo, repátria ou patriar. Se, tirando o prefixo ou sufixo, a palavra continuar com sentido, dizemos que ela foi formada por derivação prefixal e sufixal (ou prefixação e sufixação). Ex.: infelizmente. Tirando o prefixo de infelizmente, existe a palavra felizmente. Tirando o sufixo, existe a palavra infeliz.
Derivação regressiva (ou regressão): nesse caso, ao contrário dos anteriores, a palavra não aumenta sua forma, e sim diminui, reduz-se.
Esse processo dá, principalmente, origem a substantivos abstratos a partir de verbos na forma infinitiva e ocorre com a substituição da terminação do verbo pelas desinências A, E, O.
Convém notar que todo substantivo formado por derivação regressiva termina em A, E ou O e indica uma ação.
Para exemplificar esse processo, vamos considerar as duas palavras grifadas na frase:
O resgate dos passageiros foi feito através da âncora.
resgate: termina em e e indica a ação de resgatar, portanto é formada por derivação regressiva.
âncora: termina em a, mas indica objeto, portanto o verbo derivado (ancorar) é formado por derivação sufixal.
Conclusão: o substantivo será palavra derivada se nomear ação, e será palavra primitiva se nomear objeto ou substância.
Compra, venda e troca são derivados de comprar, vender e trocar, porque indicam ações.
Telefone é primitiva em relação a telefonar, porque indica um objeto.
Fumo é primitiva em relação a fumar, porque indica uma substância.
Derivação imprópria (ou conversão): é a passagem de uma palavra que pertencente a determinada classe gramatical (substantivo, artigo, adjetivo, advérbio, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção, interjeição, palavra denotativa etc.) para outra classe.
EX.:
fumar (é verbo) --> o fumar (é substantivo)
claro (é adjetivo) --> ela fala claro (é advérbio)
Note que a palavra muda de classe gramatical e sentido sem sofrer modificação em sua forma. Por isso é chamada de imprópria.
Composição
Uma palavra é formada por composição quando, para constituí-la, juntam-se duas ou mais palavras (ou radicais).
A composição pode ser de dois tipos:
Composição por justaposição: quando as duas (ou mais) palavras que se juntam não perdem nenhum fonema, mantendo, por isso, a pronúncia que apresentam antes da composição.
EX.: passatempo (passa + tempo); couve-flor (couve + flor); girassol (gira + sol); pé-de-moleque (pé + de + moleque); segunda-feira (segunda + feira).
Composição por aglutinação: quando pelo menos uma das palavra que se unem perde um ou mais fonemas, sofrendo, assim, uma mudança em sua pronúncia.
EX.: petróleo (pedra + óleo); fidalgo (filho + de + algo); outrora (outra + hora), você (vossa + mercê).
Os processos secundários
Além dos dois processos principais já estudados (derivação e composição), temos ainda dois outros processos que, embora menos importantes, também contribuem para a formação de novas palavras em português. São eles:
Hibridismo: uma palavra é formada por hibridismo quando na constituição dela entram palavras pertencentes a idiomas diferentes.
EX.: sócio (latim) + logia (grego) = sociologia; tele (grego) + visão (latim) = televisão
Onomatopeia: quando a palavra nasce de uma tentativa de reproduzir os sons da natureza.
EX.: tique-taque, reco-reco, zunzum.
Para que você possa diferenciar bem esses processos e, com isso, evitar erros na resolução de exercícios, vamos inicialmente fazer a distinção entre três tipos de palavras:
Palavra primitiva: é toda palavra que não nasce de outra, dentro da língua portuguesa.
EX.: rua, sol, pedra, cidade etc.
A palavra primitiva pode servir de ponto de partida para a formação de outras palavras.
Palavra derivada: é toda palavra que ser forma a partir de uma outra palavra pré-existente.
EX.: novidade (novo); ensolarada (sol).
Palavra composta: é toda palavra que se forma a partir da reunião de duas ou mais palavras (ou radicais).
EX.: pontapé (ponta+pé); azul-claro (azul+claro)
Os dois processo principais
Derivação:
É o processo pelo qual uma palavra nova (derivada) forma-se a partir de uma única outra palavra já existente (chamada primitiva). Em gera, a derivação se dá pelo acréscimo de prefixo ou sufixo à palavra primitiva.
A derivação pode ocorrer das seguintes maneiras:
Derivação prefixal (ou prefixação): quando acrescentamos um prefixo à palavra primitiva.
EX.: RE (prefixo) + fazer (palavra primitiva) = refazer (deriv. prefixal)
Derivação sufixal (ou sufixação): quando acrescentamos um sufixo à palavra primitiva.
EX.: ponta (palavra primitiva) + EIRO (sufixo) = ponteiro (deriv. sufixal)
Derivação parassintética (ou circunfixação): ocorre quando a um determinado radical acrescentam-se, ao mesmo tempo, um prefixo e um sufixo.
EX.: RE (prefixo) + pátria (palavra primitiva) + AR (sufixo) = repatriar
OBS: A palavra só é formada por parassíntese se, ao tirarmos o prefixo ou sufixo, ela deixar de ter sentido. Não existe, por exemplo, repátria ou patriar. Se, tirando o prefixo ou sufixo, a palavra continuar com sentido, dizemos que ela foi formada por derivação prefixal e sufixal (ou prefixação e sufixação). Ex.: infelizmente. Tirando o prefixo de infelizmente, existe a palavra felizmente. Tirando o sufixo, existe a palavra infeliz.
Derivação regressiva (ou regressão): nesse caso, ao contrário dos anteriores, a palavra não aumenta sua forma, e sim diminui, reduz-se.
Esse processo dá, principalmente, origem a substantivos abstratos a partir de verbos na forma infinitiva e ocorre com a substituição da terminação do verbo pelas desinências A, E, O.
Convém notar que todo substantivo formado por derivação regressiva termina em A, E ou O e indica uma ação.
Para exemplificar esse processo, vamos considerar as duas palavras grifadas na frase:
O resgate dos passageiros foi feito através da âncora.
resgate: termina em e e indica a ação de resgatar, portanto é formada por derivação regressiva.
âncora: termina em a, mas indica objeto, portanto o verbo derivado (ancorar) é formado por derivação sufixal.
Conclusão: o substantivo será palavra derivada se nomear ação, e será palavra primitiva se nomear objeto ou substância.
Compra, venda e troca são derivados de comprar, vender e trocar, porque indicam ações.
Telefone é primitiva em relação a telefonar, porque indica um objeto.
Fumo é primitiva em relação a fumar, porque indica uma substância.
Derivação imprópria (ou conversão): é a passagem de uma palavra que pertencente a determinada classe gramatical (substantivo, artigo, adjetivo, advérbio, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção, interjeição, palavra denotativa etc.) para outra classe.
EX.:
fumar (é verbo) --> o fumar (é substantivo)
claro (é adjetivo) --> ela fala claro (é advérbio)
Note que a palavra muda de classe gramatical e sentido sem sofrer modificação em sua forma. Por isso é chamada de imprópria.
Composição
Uma palavra é formada por composição quando, para constituí-la, juntam-se duas ou mais palavras (ou radicais).
A composição pode ser de dois tipos:
Composição por justaposição: quando as duas (ou mais) palavras que se juntam não perdem nenhum fonema, mantendo, por isso, a pronúncia que apresentam antes da composição.
EX.: passatempo (passa + tempo); couve-flor (couve + flor); girassol (gira + sol); pé-de-moleque (pé + de + moleque); segunda-feira (segunda + feira).
Composição por aglutinação: quando pelo menos uma das palavra que se unem perde um ou mais fonemas, sofrendo, assim, uma mudança em sua pronúncia.
EX.: petróleo (pedra + óleo); fidalgo (filho + de + algo); outrora (outra + hora), você (vossa + mercê).
Os processos secundários
Além dos dois processos principais já estudados (derivação e composição), temos ainda dois outros processos que, embora menos importantes, também contribuem para a formação de novas palavras em português. São eles:
Hibridismo: uma palavra é formada por hibridismo quando na constituição dela entram palavras pertencentes a idiomas diferentes.
EX.: sócio (latim) + logia (grego) = sociologia; tele (grego) + visão (latim) = televisão
Onomatopeia: quando a palavra nasce de uma tentativa de reproduzir os sons da natureza.
EX.: tique-taque, reco-reco, zunzum.
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