Pílulas do Conhecimento - Programa 6 - Funções do QUE
É importante saber diferenciar as diversas funções da palavra QUE nas orações, principalmente quando é pronome relativo, muito cobrado em concursos. Para ver questões sobre isso, pesquise, por exemplo, sobre pronome relativo em português na prática. A palavra QUE pode exercer funções de todas as classes gramaticais, exceto as de adjetivo, verbo, artigo e numeral.
Que bela estava a noite!
PRONOME RELATIVO
Quando o QUE pode ser substituído por O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS. Representa uma função sintática qualquer e inicia oração subordinada adjetiva em duas variações: restritiva ou explicativa. (Assunto bastante difundido neste blog).
1) O pássaro que pousou naquele galho está ferido (O que é pronome relativo)
Análise:
O pássaro está ferido = Oração principal
que pousou naquele galho = Oração subordinada adjetiva restritiva, ou seja, não são todos os pássaros. A oração delimita, restringe, particulariza o sentido.
Função sintática do "que": sujeito. (que = pássaro)
que pousou naquele galho = O pássaro pousou naquele galho
2) A rosa, que é perfumada, enfeita o mundo (O que é pronome relativo)
Análise:
A rosa enfeita o mundo = Oração principal
que é perfumada = Oração subordinada adjetiva explicativa, ou seja, todas as rosas, sem exceção, são perfumadas. A oração generaliza, universaliza o sentido.
Função sintática do "que": sujeito. (que = rosa)
que é perfumada = A rosa é perfumada
PRONOME INTERROGATIVO
Usado numa frase interrogativa direta ou indireta. Tem função sintática.
Que desejas aqui? (que = objeto direto)
Não sei de que você precisa. (que = objeto indireto)
PRONOME INDEFINIDO
Em frases exclamativas, sempre unido a um substantivo. É pronome adjetivo, funcionando sempre como adjunto adnominal.
Que nota baixa!
ADVÉRBIO DE INTENSIDADE
Em frases exclamativas, quando modifica um adjetivo. Equivale a QUÃO,O QUANTO ou COMO. Sintaticamente, funciona como adjunto adverbial de intensidade.
Que bela estava a noite!
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONSECUTIVA
Quando incia oração subordinada adverbial consecutiva, sempre precedida de um intensificador iniciado com a letra T, como tal, tão, tanto ou tamanho.
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. (A consequência de estar com a mão tremendo é não poder escrever)
Que bela estava a noite!
PRONOME RELATIVO
Quando o QUE pode ser substituído por O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS. Representa uma função sintática qualquer e inicia oração subordinada adjetiva em duas variações: restritiva ou explicativa. (Assunto bastante difundido neste blog).
1) O pássaro que pousou naquele galho está ferido (O que é pronome relativo)
Análise:
O pássaro está ferido = Oração principal
que pousou naquele galho = Oração subordinada adjetiva restritiva, ou seja, não são todos os pássaros. A oração delimita, restringe, particulariza o sentido.
Função sintática do "que": sujeito. (que = pássaro)
que pousou naquele galho = O pássaro pousou naquele galho
2) A rosa, que é perfumada, enfeita o mundo (O que é pronome relativo)
Análise:
A rosa enfeita o mundo = Oração principal
que é perfumada = Oração subordinada adjetiva explicativa, ou seja, todas as rosas, sem exceção, são perfumadas. A oração generaliza, universaliza o sentido.
Função sintática do "que": sujeito. (que = rosa)
que é perfumada = A rosa é perfumada
PRONOME INTERROGATIVO
Usado numa frase interrogativa direta ou indireta. Tem função sintática.
Que desejas aqui? (que = objeto direto)
Não sei de que você precisa. (que = objeto indireto)
PRONOME INDEFINIDO
Em frases exclamativas, sempre unido a um substantivo. É pronome adjetivo, funcionando sempre como adjunto adnominal.
Que nota baixa!
ADVÉRBIO DE INTENSIDADE
Em frases exclamativas, quando modifica um adjetivo. Equivale a QUÃO,O QUANTO ou COMO. Sintaticamente, funciona como adjunto adverbial de intensidade.
Que bela estava a noite!
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONSECUTIVA
Quando incia oração subordinada adverbial consecutiva, sempre precedida de um intensificador iniciado com a letra T, como tal, tão, tanto ou tamanho.
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. (A consequência de estar com a mão tremendo é não poder escrever)
Aparece também na expressão: de (modo / maneira / forma / sorte) que
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE
Quando inicia oração subordinada substantiva.
Pedi-lhe que me desculpasse. (que me desculpasse = oração subordinada substantiva)
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL
Quando incia oração subordinada adverbial causal. Equivale a PORQUE.
Não vou à praia que o tempo está feio. (A causa de não ir à praia é o tempo feio)
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE
Quando inicia oração subordinada substantiva.
Pedi-lhe que me desculpasse. (que me desculpasse = oração subordinada substantiva)
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL
Quando incia oração subordinada adverbial causal. Equivale a PORQUE.
Não vou à praia que o tempo está feio. (A causa de não ir à praia é o tempo feio)
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA COMPARATIVA
Quando incia oração subordinada adverbial comparativa, sempre precedida de mais, menos, maior, menor, melhor ou pior.
Os pedestres se cruzavam pela rua que nem formigas apressadas. (comparação dos pedestres com as formigas)
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONCESSIVA
Quando introduz uma oração subordinada adverbial concessiva. Equivale a EMBORA.
Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. (na ordem direta: seria muito tempo embora fossem dez minutos)
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA FINAL
Quando inicia uma oração subordinada adverbial final. Equivale a PARA QUE.
Fiz-lhe sinal que se calasse. (....para que se calasse)
Há registros do que como conjunção subordinativa temporal, conformativa e modal.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA
Quando inicia uma oração coordenada sindética explicativa, sempre antes de uma sugestão, ordem ou suposição. Veja a diferença entre oração subordinada adverbial causal e oração coordenada explicativa.
Não solte balões, que podem causar incêndios.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADVERSATIVA
Quando inicia oração coordenada sindética adversativa. Equivale a MAS.
Diga isso a ele, que não a mim. (..., mas não a mim)
Há registros do que como conjunção coordenativa aditiva e alternativa.
INTERJEIÇÃO
Expressa sentimento ou emoção. Deve ser acentuada e seguida de ponto de exclamação.
Quê! Você não viu aquilo?!
PREPOSIÇÃO ACIDENTAL
Quando equivale à preposição DE, servindo para ligar verbos de locuções verbais formadas pelos auxiliares TER ou HAVER.
Tenho que sair agora.
PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
Quando é usado apenas para dar ênfase. Pode ser retirado da frase sem alterar-lhe o sentido ou a análise. Não exerce função sintática, seu uso é apenas estilístico.
Há dois dias que não saio.
Nós é que não iremos. (pertence a uma locução expletiva)
SUBSTANTIVO
Apresenta o sentido de algo, alguma coisa, e pode se referir à letra Q. Deve ser acentuado e precedido de um artigo ou outro determinante.
Ela tem um quê especial.
Essa palavra se escreve com quê.
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