Pílulas do Conhecimento - Programa 20 - Colocação Pronominal
A colocação pronominal emprega-se com os pronomes oblíquos átonos, que se incorporam foneticamente ao verbo, formando com este como que uma só palavra.
Em relação ao verbo, o pronome átono pode estar proclítico, mesoclítico ou enclítico. Essas três colocações denominam-se, respectivamente:
PRÓCLISE - Antes do verbo
Nunca o vi tão sereno e obstinado.
MESÓCLISE - No meio do verbo
Por este processo, ter-se-iam obtido melhores resultados.
ÊNCLISE - Depois do verbo
Amo-te muito.
QUANDO USAR A PRÓCLISE
1) Quando houver palavras que possam atrair o pronome. Ocorre com:
1.1) palavras ou expressões de sentido negativo (não, nada, nunca, ninguém, jamais, nem, de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma):
Nada a perturba.
1.2) orações iniciadas por pronome ou advérbio interrogativo (que, quem, qual, quanto, quando, como, onde, por que):
Quem me busca a esta hora tardia?
1.3) orações que exprimem desejo (optativas):
Deus o guarde!
1.4) orações iniciadas por palavras exclamativas:
Que Deus o abençoe!
1.5) as conjunções subordinativas integrantes ou adverbiais (que, quando, se, porque, conforme, embora):
Confesso que me bambeou a perna.
ATENÇÃO! A conjunção pode estar oculta:
Que é que desejas te mande do Rio? (...que te mande...)
1.6) o gerúndio regido da preposição em:
Em se tratando de saúde, sejamos cautelosos.
1.7) certos advérbios ou expressões adverbiais (aqui, já, lá, muito, talvez, sempre, realmente):
Sempre me lembro dele.
1.8) pronomes relativos (que, quem, cujo, o qual, onde, quanto, como, quando):
Conheces o homem por quem te apaixonaste?
1.9) o numeral ambos ou algum dos pronomes indefinidos (todo, tudo, alguém, outro, qualquer, nada, pouco, etc.) ou demonstrativos (este, esta, esse, essa, aquele, aquela, isto, isso, aquilo):
Ambos se sentiam humildes e embaraçados.
Tudo me irrita.
Isto te alegra.
1.10) as conjunções coordenativas aditivas ou alternativas:
Maria, ora se atribulava, ora se abonançava
1.11) a oração que, disposta em ordem inversa, se inicia por objeto direto ou predicativo:
A grande notícia te dou agora.
Em relação ao verbo, o pronome átono pode estar proclítico, mesoclítico ou enclítico. Essas três colocações denominam-se, respectivamente:
PRÓCLISE - Antes do verbo
Nunca o vi tão sereno e obstinado.
MESÓCLISE - No meio do verbo
Por este processo, ter-se-iam obtido melhores resultados.
ÊNCLISE - Depois do verbo
Amo-te muito.
QUANDO USAR A PRÓCLISE
1) Quando houver palavras que possam atrair o pronome. Ocorre com:
1.1) palavras ou expressões de sentido negativo (não, nada, nunca, ninguém, jamais, nem, de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma):
Nada a perturba.
1.2) orações iniciadas por pronome ou advérbio interrogativo (que, quem, qual, quanto, quando, como, onde, por que):
Quem me busca a esta hora tardia?
1.3) orações que exprimem desejo (optativas):
Deus o guarde!
1.4) orações iniciadas por palavras exclamativas:
Que Deus o abençoe!
1.5) as conjunções subordinativas integrantes ou adverbiais (que, quando, se, porque, conforme, embora):
Confesso que me bambeou a perna.
ATENÇÃO! A conjunção pode estar oculta:
Que é que desejas te mande do Rio? (...que te mande...)
1.6) o gerúndio regido da preposição em:
Em se tratando de saúde, sejamos cautelosos.
1.7) certos advérbios ou expressões adverbiais (aqui, já, lá, muito, talvez, sempre, realmente):
Sempre me lembro dele.
1.8) pronomes relativos (que, quem, cujo, o qual, onde, quanto, como, quando):
Conheces o homem por quem te apaixonaste?
1.9) o numeral ambos ou algum dos pronomes indefinidos (todo, tudo, alguém, outro, qualquer, nada, pouco, etc.) ou demonstrativos (este, esta, esse, essa, aquele, aquela, isto, isso, aquilo):
Ambos se sentiam humildes e embaraçados.
Tudo me irrita.
Isto te alegra.
1.10) as conjunções coordenativas aditivas ou alternativas:
Maria, ora se atribulava, ora se abonançava
1.11) a oração que, disposta em ordem inversa, se inicia por objeto direto ou predicativo:
A grande notícia te dou agora.
Fácil me parece o assunto.
QUANDO USAR A MESÓCLISE
1) A mesóclise só é utilizada com verbos no futuro do presente e futuro do pretérito, quando não houver palavra que provoque a próclise:
Dir-vos-ei que as nações semelham os indivíduos.
Para provocar a próclise, usa-se uma palavra atrativa:
Ninguém nos calará a voz.
Segundo o gramático Cegalla, a mesóclise é um fenômeno estritamente formal e literário, não ocorrendo na fala espontânea, a menos que seja intencional. Geralmente é substituída por uma locução verbal formada pelo verbo auxiliar ir.
QUANDO USAR A MESÓCLISE
1) A mesóclise só é utilizada com verbos no futuro do presente e futuro do pretérito, quando não houver palavra que provoque a próclise:
Dir-vos-ei que as nações semelham os indivíduos.
Para provocar a próclise, usa-se uma palavra atrativa:
Ninguém nos calará a voz.
Segundo o gramático Cegalla, a mesóclise é um fenômeno estritamente formal e literário, não ocorrendo na fala espontânea, a menos que seja intencional. Geralmente é substituída por uma locução verbal formada pelo verbo auxiliar ir.
Deve ser evitada em textos argumentativos, por conferir um tom cerimonioso ao discurso.
Com esses tempos verbais, nunca ocorre a ênclise.
Como se forma a mesóclise:
Estudarei o assunto.
o assunto = o
estudarei + o (futuro do presente)
Estudá-lo-ei.
Estudaria o assunto.
o assunto = o
estudaria + o (futuro do pretérito)
Estudá-lo-ia.
QUANDO USAR A ÊNCLISE
Não havendo situação para próclise ou mesóclise, aplicar-se-á a ênclise. Ela ocorrerá nos seguintes casos:
1) nos períodos iniciados pelo verbo (que não seja o futuro do presente, futuro do pretérito, futuro do subjuntivo ou particípio):
Diga-me isto só, murmurou ele.
2) as orações reduzidas de gerúndio, quando nelas não houver palavras atrativas:
Logo de manhã, levantando-se da cama, sentiu-se mal.
3) o infinitivo não flexionado, precedido da preposição a, em se tratando dos pronomes o, a, os, as:
Se soubesse, não continuaria a lê-lo.
ATENÇÃO! Junto a infinitivo flexionado, regido de preposição, é de rigor a próclise:
Repreendi-os por se queixarem sem razão.
OBSERVAÇÕES:
I - Sempre que houver pausa entre um elemento capaz de provocar próclise e o verbo, prevalecerá a ênclise:
Depois, encaminhei-me para ele.
II - Não se dá a próclise nem a ênclise com os particípios. Quando esta forma nominal do verbo vem desacompanhada de auxiliar, usa-se sempre a forma oblíqua tônica regida de preposição:
Dada a mim a explicação, saiu.
III - Vindo o infinitivo impessoal regido da preposição para, quase sempre é indiferente a colocação do pronome oblíquo antes ou depois do verbo, mesmo quando modificados por negação:
Corri para defendê-lo.
Corri para o defender.
QUANDO USAR A ÊNCLISE
Não havendo situação para próclise ou mesóclise, aplicar-se-á a ênclise. Ela ocorrerá nos seguintes casos:
1) nos períodos iniciados pelo verbo (que não seja o futuro do presente, futuro do pretérito, futuro do subjuntivo ou particípio):
Diga-me isto só, murmurou ele.
2) as orações reduzidas de gerúndio, quando nelas não houver palavras atrativas:
Logo de manhã, levantando-se da cama, sentiu-se mal.
3) o infinitivo não flexionado, precedido da preposição a, em se tratando dos pronomes o, a, os, as:
Se soubesse, não continuaria a lê-lo.
ATENÇÃO! Junto a infinitivo flexionado, regido de preposição, é de rigor a próclise:
Repreendi-os por se queixarem sem razão.
OBSERVAÇÕES:
I - Sempre que houver pausa entre um elemento capaz de provocar próclise e o verbo, prevalecerá a ênclise:
Depois, encaminhei-me para ele.
II - Não se dá a próclise nem a ênclise com os particípios. Quando esta forma nominal do verbo vem desacompanhada de auxiliar, usa-se sempre a forma oblíqua tônica regida de preposição:
Dada a mim a explicação, saiu.
III - Vindo o infinitivo impessoal regido da preposição para, quase sempre é indiferente a colocação do pronome oblíquo antes ou depois do verbo, mesmo quando modificados por negação:
Corri para defendê-lo.
Corri para o defender.
IV - Com pronomes pessoais, possessivos e de tratamento, conjunções coordenativas, substantivos e numerais, pode-se usar tanto a próclise quanto a ênclise. Se o verbo principal estiver no futuro do presente ou do pretérito, a ênclise a ele é substituída pela mesóclise. Com verbos monossilábicos ou proparoxítonos, a eufonia ordena que se use a próclise.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
Nas locuções verbais, quando houver:
1) verbo auxiliar + infinitivo, poderá ocorrer:
1.1) próclise ao infinitivo:
Devo me calar.
1.2) ênclise ao infinitivo:
Devo calar-me.
Não devo calar-me.
Não devo me calar.
Não me devo calar.
2) verbo auxiliar + preposição + infinitivo, poderá ocorrer:
2.1) ênclise ao infinitivo:
Deixou de visitá-lo.
2.2) próclise ao infinitivo:
Deixou de o visitar.
Não o deixou de visitar.
Não deixou de visitá-lo.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
Nas locuções verbais, quando houver:
1) verbo auxiliar + infinitivo, poderá ocorrer:
1.1) próclise ao infinitivo:
Devo me calar.
1.2) ênclise ao infinitivo:
Devo calar-me.
Não devo calar-me.
Não devo me calar.
Não me devo calar.
2) verbo auxiliar + preposição + infinitivo, poderá ocorrer:
2.1) ênclise ao infinitivo:
Deixou de visitá-lo.
2.2) próclise ao infinitivo:
Deixou de o visitar.
Não o deixou de visitar.
Não deixou de visitá-lo.
Não deixou de o visitar.
3) verbo auxiliar + gerúndio, poderá ocorrer:
3) verbo auxiliar + gerúndio, poderá ocorrer:
3.1) próclise ao gerúndio:
Ia me esquecendo dela.
3.3) ênclise ao gerúndio:
Nós íamos seguindo; e, em torno, imensa, ia desenrolando-se a paisagem.
Não me ia esquecendo dela.
Não ia me esquecendo dela.
Não ia esquecendo-me dela.
4) verbo auxiliar + particípio, poderá ocorrer:
próclise ao particípio:
Outro teria se metido no meio do povo, teria terminado com aquela miséria, sem sangue.
4) verbo auxiliar + particípio, poderá ocorrer:
próclise ao particípio:
Outro teria se metido no meio do povo, teria terminado com aquela miséria, sem sangue.
Não se aceita ênclise nesse caso.
Em textos formais, evite começar oração com pronome átono, prefira a próclise sempre que possível, em locuções verbais, prefira a próclise do verbo principal.
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