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Professor João Trindade explica sobre regência verbal e nominal

A REGÊNCIA é o campo da língua portuguesa que estuda as relações de dependência entre os verbos (ou nomes) e seus complementos. A regência é necessário visto que algumas palavras da língua portuguesa (verbo ou nome) não possuem seu sentido completo. Observe o exemplo abaixo: Muitas crianças têm medo. (medo de quê?) Muitas crianças têm medo de fantasmas. Obs.: perceba que o nome pede complemento antecedido de preposição (“de” = preposição e “fantasmas” = complemento). IMPORTANTE: A regência estabelece uma relação entre um termo principal (termo regente) e o termo que lhe serve de complemento (termo regido) e possui dois tipos: REGÊNCIA NOMINAL e REGÊNCIA VERBAL. REGÊNCIA NOMINAL Regência nominal é quando um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) regente determina para o nome regido a necessidade do uso de uma preposição, ou seja, o vínculo entre o nome regente e o seu termo regido se estabelece por meio de uma preposição. DICA: A relação entre um nome regente e seu te...

Professor João Trindade explica a diferença entre adjunto adnominal, aposto especificador e complemento nominal

Geralmente os concursandos se veem em uma situação complexa quando há a necessidade de classificar os termos relacionados ao nome (adjunto adnominal, complemento nominal ou aposto especificador). Seguem algumas dicas. 1) Se o termo introduzido por preposição estiver ligado a adjetivo ou advérbio, será complemento nominal. Ex.: Ele era favorável ao divórcio. (favorável = adjetivo; ao divórcio = CN)        Agiu favoravelmente ao réu. (favoravelmente = advérbio; ao réu = CN) 2) Se o termo introduzido por preposição estiver ligado a substantivo, poderá ser adjunto adnominal, complemento nominal ou aposto especificador. Dicas para a identificação 1. Veja se o substantivo (núcleo) é concreto ou abstrato. Se concreto, APOSTO ou ADJUNTO ADNOMINAL. a) A blusa de Pedro é linda. Quem é linda? A blusa de Pedro. Núcleo = blusa= concreto. Pedro é o nome da blusa? Não, então (de Pedro) é um ADJUNTO ADNOMINAL, pois indica posse. b) A cidade de Londrina é linda. Qu...

Professor João Trindade explica sobre os verbos no futuro

Futuro do Modo Subjuntivo Os verbos no tempo do futuro do modo subjuntivo é utilizado nas situações enunciativas em que se deseja exprimir um fato que futuro eventual. Os verbos no tempo do futuro do modo subjuntivo são empregados em orações subordinadas adverbiais (condicionais, temporais e conformativas, quando oração principal tem verbo no presente ou no futuro) e adjetivas (com oração principal no presente e no futuro). Já no futuro composto do subjuntivo, há a utilização de um verbo auxiliar no futuro do subjuntivo mais um verbo principal no particípio. Futuro do Presente do Modo Indicativo Os verbos no tempo futuro do modo indicativo são empregados nas seguintes situações enunciativas: - declaração de uma ação ou fato que ainda se realizará, tomado como certo ou provável; - em enunciações imperativas, nos sentidos de imposição da ordem, recomendação ou regras morais a serem seguidas;  - em enunciações interrogativas, substituindo o presente do modo indicativo, ou a...

Professor João Trindade explica sobre os verbos no pretérito

Pretérito Imperfeito do Modo Indicativo O tempo verbal do pretérito imperfeito do modo indicativo é utilizado para os seguintes fins: - quando o locutor enuncia fatos ocorridos, transportado mentalmente para o momento da ocorrência, descrevendo os fatos da forma como iam prosseguindo; Exemplo: Eu cantava em voz baixa, e fazia gestos, regendo uma sinfonia invisível. - na enunciação de fatos dos quais não se tem certeza quanto às suas realizações futuras; Exemplo: Queria que fosses feliz. - na substituição do futuro do pretérito, ao exprimir a consequência inevitável de um fato condicionante; Exemplo: Se o bonde não chegasse logo, logo me irritava. - na enunciação em que se dá a ideia de prolongação de fatos ocorridos em direção ao momento presente da própria enunciação. Neste caso, exprime-se com maior evidência a característica principal do tempo no pretérito imperfeito do indicativo: a descrição de fatos passados não concluídos ("imperfeitos"). Imperfeito do M...

Professor João Trindade explica sobre vícios de linguagem

1. Barbarismo: Grafia, acentuação, pronúncia ou flexão de uma palavra em desacordo com a norma culta. São considerados barbarismos o emprego inadequado de homônimos ou parônimos e o emprego inadequado de estrangeirismos. "Gratuíto" (em vez de gratuito) "Rítimo" (em vez de ritmo) 2. Solecismo: Desvio da norma em relação à sintaxe, seja de concordância, regência ou colocação pronominal. "Fazem dois anos que não nos vemos" (em vez de faz) 3. Ambiguidade ou Anfibologia: Falta de clareza que acarreta duplicidade de sentido. "O menino viu o incêndio da escola" 4. Cacófato ou Cacofonia: União de duas ou mais palavras, formando uma terceira de sentido inconveniente. "Beijou na boca dela". "Eu vi ela". (Eu viela?) "Eu amo ela" (Eu a moela?) "Não tenho pretensão acerca dela". (Não tenho pretensão a ser cadela?) "Vou-me já porque já está pingando". (Vou mijar porque já está pingand...

Professor João Trindade tira dúvidas sobre o predicado

Predicado é o termo essencial da oração que constitui a parte da enunciação referente ao sujeito. É a parte da oração que contém os verbos referentes ao sujeito. Os predicados podem se apresentar como: predicados nominais (têm um nome como núcleo de significação), predicados verbais (têm um verbo como núcleo central de significação) e predicados verbo-nominais (composto por verbos e nomes como núcleos significativos). Predicado Nominal Predicado nominal é o predicado que apresenta um nome (substantivo, adjetivo, pronome ou numeral) como núcleo significativo. Os predicados nominais são formados com a presença de um verbo de ligação mais um predicativo. Exemplos: Ele está só, Os dias permanecem os mesmos; Ficamos muito bem por aqui; Isto parece uma grande mentira. Predicado Verbal Predicado verbal é o predicado que apresenta um verbo de ação como núcleo significativo. Os predicados verbais são formados com a presença de verbos transitivos e intransitivos. Exemplos: O esc...

Professor João Trindade tira dúvidas de ortografia

Ao escrever uma palavra com som de s, de z, de x ou de j, deve-se procurar a origem dela, pois, na Língua Portuguesa, a palavra primitiva, em muitos casos, indica como deveremos escrever a palavra derivada. Ç 1. Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vocábulos terminados em -to, -tor, -tivo e os substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo (Tema é o que sobra, quando se retira a desinência de infinitivo - r - do verbo).  Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada em -ção. Por exemplo: Donde provém a palavra conjunção? Resposta: provém de conjunto. Por isso, escrevemo-la com ç. Exemplos: erudito = erudição exceto = exceção isento = isenção setor = seção infrator = infração eleitor = eleição condutor = condução instrutor = instrução trator = tração intento = intenção relativo = relação ativo = ação introspectivo = introspecção junto = junção intuitivo = intuição redator = redação ereto = ereção educar - r + ção = ed...